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Aventuras em Helsinki – parte 2

Posted in Comida, Cotidiano, Qualquer coisa, Viagem by Herbert on junho 20, 2010

De bicicleta
Cidade plana, com pouco carro e bem asfaltada é um convite para se andar de bicicleta e foi isso que eu fiz. Foram 3 oportunidades de sair e andor por algumas horas e conhecer um pouco mais a cidade, as obras do Alvar Aalto (que o pessoal não curte muito aqui, não, que por serem tombadas, são muito caras de manter) e a natureza do pais.


Centro de Helsinki, com prédio do Alvar Aalto à direita, em frente ao palácio do governo federal

Fora isso, também foi uma boa maneira de conhecer mais sobre as pessoas! Fui diversas vezes alertado para a falta de humor dos locais e num lance de distração minha, consegui arrancar um “Idiota!” de uma mulher que vinha na direção contrária a minha, num momento que eu estava distraído. Está certo que ela ainda estava a uns 50 metros de distância quando eu abri caminho, mas acho que ela não gostou de ter que usar a buzininha dela. Também não preciso ser chato, ela foi, ate agora, a única a ter menos paciência comigo. Todo mundo tem sido, no mínimo, atencioso, e a grande maioria foi muito simpática e agradável.


Praça no centro da cidade e as gaivotas que dominam o ar.

A cidade mistura seus diversos períodos arquitetônicos, então tem sempre algo novo para descobrir. Além disso só é preciso 5 minutos para sair do urbano para o silvestre, coisa que todos os locais aproveitam bastante. Os “helsinkenses” possuem pequenos terrenos nos arredores da cidade onde eles fazem pequenas hortas ou constroem casinhas que servirão de sauna, tudo bem no meio da floresta.

Num desses passeio, fomos pelo campo para uma rampa de salto de ski. É um dos morroas mais altos de Helsinki e na minha idade e condição física, morro é Everest. Cheguei lá em cima depois de quase deixar meus pulmões no caminho, mas cheguei. Só o caminho já teria sido fantástico de ver – uma floresta densa, que tem até urso, muitas flores e campos alagados e a vista la de cima completou isso com uma bela paisagem. Se eu tivesse chegado um pouco mais cedo, tinha visto um rapaz pulando.

Alias, a natureza é parte integrante da paisagem. A cidade é muito arborizada e florida e por ser uma cidade costeira, as gaivotas predominam no céu. E como é gostoso ouvir o seu grito! Outros falaram não aguentar a barulheira, mas para quem só tá acostumado a ouvir caminhão, ônibus e gente gritando, o silêncio natural da cidade quebrado pelas aves é o paraíso.


Presídio que virou hotel


Igreja contruída encravada na pedra. Meio pra turista ver, mas bacana, de qualquer jeito.


Uma velinha para dar sorte.

E essa é a noite durante o verão. No caso, são 2 da manhã.

Comes e bebes

Nesse ponto, foi uma boa fartura de opções, em geral a preço módico. Frutos do mar fresquinhos, com destaque para o salmão e a carne de alce foram fantásticos. Frutas silvestres, iogurte e queijos são ótimos por padrão na Europa e as bebidas não ficam atrás: cervejas, vodca e vinhos. Deu até para sentir um pouco o que é o inverno nessas bandas ao ir para um bar de gêlo (não que eles serviam gêlo, o bar era feito de gêlo). Tá certo que ele era apenas um ambiente de um bar mexicano (?), mas era bacana. 10 euros dava direito à entrada e um drink e com temperatura de menos 5 graus (eu achei mais frio…) era só o que dava para tomar.


O aviso diz, cuidado com as gaivotas! Vi várias com lanches roubados.


Uma pausazinha pra recarregar.


Paisagens da Ilha de Helsinki, que fica a uma viagem curta de barco da cidade.


Patos. Eles são tão sussa, que o da esquerda ficou a 30 cm para essa foto e o da direta, veio pedir comida.


A paisagem da ilha, que já foi base de um forte para a defesa da cidade, que fica ao fundo.

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Aventuras em Helsinki – parte 1

Posted in Comida, Cotidiano, Qualquer coisa, Viagem by Herbert on junho 15, 2010

Zuretaço depois de 18 horas de viagem, chego a Helsinki, capital da Finlândia, onde sou apresentado ao quase-verão local de 8 graus celsius. Enquanto eu solto fumaça pela boca, encontro vários locais de chinelo e regata, ostentando um bronzeado adquirido na viagem da qual retornam, sem pestanejar ou ameaçar uma busca por roupas mais quentes. Para pessoas acostumadas a -15º, realmente era uma temperatura amena.


Uma pequena amostra da arquitetura e paz de Helsinki

Finlândia

O pais se tornou independente a menos de 100 anos, tendo sido uma colônia sueca e russa. Ainda hoje, existem duas línguas oficiais, o finlandês (que é totalmente incompreensível para latinos) e o sueco (idem), que eles odeiam falar. Por exemplo: indo de taxi do aeroporto para a casa dos amigos que vão me abrigar aqui, eu perguntei, para puxar conversa, como se falava o nome da rua onde eles moram e o taxista me repondeu que não sabia. Achei estranho, mas fui informado que ele não falou o nome não porque não sabia lê-lo, mas sim porque era em sueco e eles odeiam o fato de serem forçados a aprender essa língua na escola .

Os finlandeses são um povo fechado e tímido, o que é quebrado somente pelo excesso de consumo de alcool, que é praticamente um esporte nacional. Encontra-se bêbados, a toda hora do dia, zanzando pela cidade e seu número aumenta vertiginosamente nos meses de inverno (dois terços do ano).

Ir para o Rio pra quê?

Nada melhor que, no primeiro contato com o povo de Helsinki, eu me depare com a mais brasileira das festividades: o Carnaval! Olha que eles sabem tocar alguma coisa e, puxados pelo grito de algum brasileiro que deve morar a tempos por essas bandas (deduzo isso pelo português quase irreconhecível), vai-se lá um desfile em praça pública, em frente a igreja católica mais importante daqui, com direito até a carro alegórico! Tá certo que as sambistas são mais branquinhas, frequentemente apresentam um corpo menos que sarado e apresentam uma tendência a tropeçar (porque deveriam estar num porre fenomenal para agüentar o frio de 13 graus, com vento, só de plumas e paetês), mas existe uma empolgação contagiante que quebrou o gelo de muita gente alí.

Olha o abre alas aí, gente! Chora a cavaca.


A malebolência, o gingado, o suingue e a graça das sambistas finlandesas, no que provavelmente é a Mangueira local.

Compras no centro

Continuamos nosso passeio me direção ao centro de Helsinki, onde encontramos o coração pulsante da cidade e onde lojas e mais lojas aguardam para realizar meus desejos consumistas. Umas roupas, uns presentes e para coroar o dia, um belo cheese cake da melhor confeitaria da cidade, o Fazer!


Com sol, mas frio e vice-versa



Isso é que é morango(!)…


…e isso é que é cheese cake!

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